O mapa
Todas as contagens desta página foram obtidas por consulta direta às APIs, não lidas em documentação. Somando o Mapillary, o OpenStreetMap e os cadastros municipais abertos chega-se a perto de meio milhão de sinais georreferenciados, sem custo de dados. O que não existe é isto tudo junto e atualizado, e é aí que está o produto.
Cada carrinha de limpeza é um veículo de mapeamento. Uma dashcam de 300 € transforma a operação diária num levantamento contínuo, e o cadastro deixa de ser um custo para passar a ser um subproduto gratuito daquilo que já se faz.
É isto que liga as duas metades do negócio: os municípios já compram cadastro, e quem lava os sinais está fisicamente ao lado deles todos os dias.
A cobertura do Mapillary foi medida por amostragem aleatória de 300 células no continente, e as contagens municipais por consulta ao número de registos de cada serviço.
Contagens verificadas por consulta aos serviços ArcGIS e CKAN. São simultaneamente conjunto de validação, modelo de esquema e prova de que o mercado sabe o que é isto.
| Entidade | Sinais | Nota |
|---|---|---|
| EMEL, Lisboa | 27.725 | Detalha até 5 chapas por poste, com número de série |
| Valongo | 13.368 | Densidade urbana muito alta |
| Águeda | 10.738 | Tem campos de estado e visibilidade, licença CC BY 4.0 |
| Mafra | 6.613 | Base da estimativa do parque nacional |
| Chamusca | 2.482 | Estado, condição, visibilidade e foto por sinal, como Águeda. 426 em estado mau, 132 com nota de sujidade ou vegetação |
| Vila Nova de Foz Côa | 790 | |
| Total confirmado, incluindo outros endpoints | ~69.000 |
O cadastro tem um campo estado e um campo visibilidade, com valores como Bom, Razoável e Mau. Um sinal marcado como Mau é literalmente uma oportunidade comercial identificada, com coordenadas. A Chamusca vai mais longe: além do estado, tem um campo de condição com notas como Sujo, Sem leitura ou Tapado com vegetação, e uma foto por sinal.
Adotar a união dos esquemas de Águeda, Mafra e EMEL como modelo de dados do produto significa falar o vocabulário que o cliente já usa.
VerificadoOs serviços públicos da IP têm marcos quilométricos e traçado da rede, nada de sinalização. O catálogo do SNIG não tem cadastro de sinalização rodoviária, apenas sinalização geodésica e ferroviária, que são falsos positivos.
Existe via legal: um pedido ao abrigo da Lei 26/2016 tem resposta em 10 dias úteis e é gratuito. Mesmo uma recusa é informação de mercado, porque documenta que a IP não tem cadastro digital sistematizado.
VerificadoAPI gratuita com token. Os termos permitem uso comercial na prestação de serviços a clientes, que cobre exatamente o modelo de fazer cadastro para um município. Exige logótipo e ligação visíveis. Revender a base em bruto é que não é permitido.
Permitido com atribuiçãoLicença ODbL. Uso interno de uma base derivada não aciona o share-alike, mas publicar ou entregar essa base obriga a licenciá-la também em ODbL, e o cliente fica livre de a redistribuir. Relatórios e mapas são obra produzida e basta atribuir.
Permitido com share-alikeProibido, e não é questão de risco. Os termos vedam expressamente construir um índice de objetos a partir das imagens, dando como exemplo indexar árvores numa cidade, e vedam usar as imagens para treinar modelos. Aplica-se a qualquer método de acesso, incluindo SerpAPI, Firecrawl ou Apify.
Vedado por contratoManter as tabelas separadas por proveniência desde o primeiro dia: uma para dados do OpenStreetMap, uma para deteções do Mapillary, uma para cadastros municipais, e uma para levantamento próprio. Sem essa separação, daqui a dois anos deixa de ser possível responder se a base pode ser vendida em exclusivo a um município.
O corolário comercial é vender o serviço e não a base. O levantamento próprio é o único ativo sem restrições de licença, e é também o único que está atualizado.